Como foi, do começo ao ajuste.
A melatonina é o hormônio que o corpo produz quando escurece. Ela não desliga o cérebro como um calmante: ela avisa ao organismo que a noite começou. Por isso, entender o que ela faz ajuda a usar com mais critério.
No Brasil, a Anvisa autorizou a melatonina como suplemento alimentar em outubro de 2021. A regra é clara: só para maiores de 19 anos, com no máximo 0,21 mg por dia, e sem alegação de benefício aprovada no rótulo. Gestantes, lactantes, crianças e quem precisa manter atenção constante (dirigir, operar máquinas) não devem usar.
A Melatonina Relaxed, da Akmos, segue essa medida: cada porção de 0,04 ml, uma gota, tem 0,21 mg de melatonina. Vem em frasco conta-gotas de 20 ml, sabor maracujá, sem glúten e sem lactose, segundo a marca. A indicação é tomar cerca de 30 minutos antes de deitar.
E o que dizem os estudos? Uma meta-análise de 19 ensaios clínicos, com 1.683 pessoas com distúrbios primários do sono, encontrou que a melatonina reduz o tempo para adormecer em cerca de 7 minutos, e aumenta um pouco o tempo total de sono. É um efeito real, mas modesto.
Há um detalhe importante: a maior parte desses estudos usou de 1 a 5 mg por noite, bem acima do limite brasileiro de 0,21 mg. Por isso, o resultado das pesquisas não se transfere direto para a dose vendida aqui. Uma revisão de 2024 encontrou o maior efeito perto de 4 mg.
Onde a melatonina faz mais sentido é no relógio do corpo: jet lag, troca de turno, um horário de dormir que foi se empurrando para a madrugada. Para a insônia que vem de ansiedade, dor ou excesso de cafeína, ela ajuda pouco.
O que costuma pesar mais que qualquer gota: diminuir a luz e as telas na última hora do dia, manter um horário parecido para acordar, inclusive no fim de semana, e tomar sol pela manhã. A melatonina pode entrar como ajuste. A base continua sendo a rotina.
Se a dificuldade para dormir dura semanas, ou se você usa outros medicamentos, converse com um médico antes de começar. Este texto é informativo e não substitui orientação profissional.
Fontes: Ferracioli-Oda e colegas, PLoS One, 2013 (meta-análise, 19 ensaios). Revisão da American Academy of Family Physicians, 2021. Meta-análise dose-resposta de 26 ensaios, 2024. Decisão da Anvisa de 14 de outubro de 2021 sobre melatonina em suplementos. Rótulo e página do produto em akmos.com.br, consultados em 28 de outubro de 2026.















