Como foi, do começo ao ajuste.
Durante a corrida, precisei conversar comigo. A distância era grande, havia muita emoção, e pensar em tudo de uma vez deixava o caminho ainda maior.
Eu voltava para uma parte menor: o trecho em que estava, o próximo quilômetro, o que conseguia perceber naquele momento.
As palavras que eu dizia para mim faziam parte de como atravessava aquela experiência. O apoio de outras pessoas também. Eu lembro dessa conversa interna como algo importante no meu relato.
Mas também havia dor. Hoje, quero contar isso sem confundir incentivo com ignorar um sinal do corpo. Uma frase pode acompanhar uma experiência; ela não apaga uma lesão nem substitui cuidado.
Quero que minha conversa comigo tenha espaço para esforço e para limites. Para continuar quando fizer sentido e para rever uma decisão quando for preciso.
Pensar em uma parte de cada vez me ajuda a olhar para o caminho. Quero levar comigo essa atenção, sem fazer dela uma cobrança para ir além do que posso.





