Como foi, do começo ao ajuste.
Ômega 3 é o nome de uma família de gorduras, e não de uma única substância. As plantas, como a linhaça e a chia, oferecem o ALA. Os peixes gordos, como sardinha e salmão, oferecem o EPA e o DHA. A maior parte dos estudos famosos sobre ômega 3 foi feita com EPA e DHA.
O Full Ômega, da linha Longue Vie da Akmos, é feito de óleos vegetais: linhaça, prímula e borragem, mais vitamina E. São 60 cápsulas, e a indicação é tomar duas por dia. Ou seja: é um ômega 3 de origem vegetal, o ALA, acompanhado de óleos ricos em GLA, um ômega 6.
O corpo consegue transformar ALA em EPA e DHA, mas em pequena quantidade. A maior parte dos estudos estima menos de 10% para EPA e de 0 a 4% para DHA. Mulheres jovens parecem converter mais: um estudo pequeno, com seis participantes, estimou cerca de 21% para EPA e 9% para DHA.
E para o coração? A revisão Cochrane sobre ômega 3, com dezenas de ensaios e mais de 100 mil pessoas, concluiu que o ALA pode reduzir um pouco o risco de eventos cardiovasculares e de arritmia, com evidência de baixa qualidade. Para os suplementos de EPA e DHA, a mesma revisão encontrou pouco ou nenhum efeito sobre mortalidade.
Os óleos de prímula e de borragem costumam ser associados à pele e ao ciclo menstrual. Para eczema, uma revisão Cochrane de 2013 não encontrou benefício desses óleos em relação ao placebo. Vale saber disso antes de escolher a cápsula por esse motivo.
Então, para quem faz sentido? Para quem não come peixe e quer uma fonte de ALA, a cápsula é uma opção, assim como uma colher de linhaça moída na comida. Para quem come peixe, duas porções por semana seguem sendo a referência das principais diretrizes de saúde.
A vitamina E da fórmula tem papel antioxidante, como informa a embalagem. Quem usa anticoagulantes, ou vai passar por uma cirurgia, deve conversar com o médico antes de tomar óleos e vitamina E em cápsula. Este texto é informativo e não substitui orientação profissional.
Fontes: Abdelhamid e colegas, revisão Cochrane sobre ômega 3 e prevenção cardiovascular, 2018 e atualização de 2020. Burdge e Wootton, British Journal of Nutrition, 2002 (conversão de ALA em mulheres jovens). Bamford e colegas, revisão Cochrane de 2013 sobre óleo de prímula e de borragem no eczema. Página do produto em akmos.com.br, consultada em 28 de outubro de 2026.















