Como foi, do começo ao ajuste.
Há uma pergunta que gosto de fazer depois de uma experiência importante: se eu começasse de novo, o que mudaria?
Quando penso na minha primeira meia maratona, a resposta passa pela preparação. Eu queria chegar à prova. Hoje, também olho para como cheguei até ela.
Na época, dinheiro e tempo eram limitados. Eu conciliava trabalho, buscava renda extra e tentava fazer a viagem caber no orçamento. O tênis que comprei foi o que consegui pagar. Os treinos foram poucos.
Esse contexto explica minhas escolhas. Também me ajuda a ver onde faltou cuidado. Antes da prova, fiz atividades que hoje repensaria, especialmente considerando a lesão que tive.
Eu começaria a me organizar com antecedência. Daria mais espaço à preparação e pensaria melhor nos dias anteriores à corrida. Buscaria ajuda profissional se fosse possível.
Contar o que faria diferente não diminui o que vivi. Dá continuidade à experiência. Quero que a próxima decisão leve comigo o aprendizado, e não só a fotografia da chegada.





